segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Márcio Wanderley, um mestre na arte de tocar e construir o banjo I

Márcio gravando
" Muito antes da explosão do samba na Lapa um digno representante do Morro de São Carlos, de onde saíram feras como Bide, Marçal, Baiaco, Dominguinho do Estácio e Luiz Melodia, já andava tocando seu cavaquinho por alguns antiquários e casas como Lapazes e Arco da Velha. Então, esta semana começo a contar a história do músico e luthier Márcio Wanderley. Integrante do grupo Partideiros do Cacique e da banda de Beth Carvalho, é também um pesquisador do samba e o melhor de tudo, um grande amigo e meu co-produtor em vários trabalhos. E, como bom noveleiro, gostei dessa onda de escrever por capítulos. Portanto, começa agora o primeiro sobre este mestre na arte de tocar e de construir o banjo.


Com Mauro Diniz e o Maestro Ivan Paulo no estúdio da Som Livre

Ué, mas ele não tocava cavaquinho? Sim, ele toca e foi aluno de Mauro Diniz e de Wanderson Martins. E toca em afinação de bandolim (sol-ré-la-mi), inspirado em feras como Niquinho, seu tio Binha, outro mestre do Morro de São Carlos, e Carlinhos do Grupo Nosso Samba. E formou-se em teoria musical pelo Centro Musical Cigam. Mas aos poucos foi se aproximando do banjo e hoje, além de ser um especialista no instrumento por beber nas águas dos bambas Almir Guineto e Arlindo Cruz, há dez anos também faz seu próprio banjo. Tornou-se luthier (também luteiro ou lutiê), que é o profissional especializado na construção (luteria) e no reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância. 


No palco
Um autodidata de carteirinha o luthier Márcio Wanderley começou a surgir quando não encontrava respostas para determinados problemas técnicos do banjo, como construção e afinação. E, antes que achassem que ele estava maluco, resolveu ele mesmo responder suas dúvidas. Afinal de contas, por cerca de vinte anos foi chefe de serigrafia (arte da impressão) e ver defeitos é uma das funções deste cargo. E lá foi ele resolver a parte técnica com o luthier Rogério dos Santos. E foi fazendo seus teste, no sapatinho. Até reproduzir, através da foto da capa do primeiro LP do Grupo Fundo de Quintal, o banjo de Almir Guineto. É claro que guarda este segredo a mais de sete chaves mas o som do Incrível Hulck, nome do seu banjo verde, é realmente de impressionar.

Hoje, se você quer um banjo com a assinatura de Márcio Wanderley, basta entrar em contato com ele pelo e-mail marvan5@hotmail.com e fechar negócio. O preço? Resolve você. Estou fora dessa negociação. Uma coisa eu garanto:esse luthier tem no currículum gravações com seu banjo nos discos de nomes como Almir Guineto, Jorge Aragão, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Maria Bethania, Joana e Margareth Menezes, entre outros.


 Márcio, Cassiana (filha de Jovelina), Beth Carvalho e eu na gravação do CD Jovelina Duetos

Ah, e se você estiver pela Lapa ainda pode ter a sorte de assisti-lo no palco de casas como Carioca da Gema, Mas será o Benedito? e Na Pressão, por onde costuma estar, integrando o Grupo Partideiros do Cacique. E vou fechando por aqui este primeiro capítulo. Semana que vem eu volto para a parte engraçada deste cara que também é uma figura rara no mundo do samba. Até lá... "

Por Marcos Salles

2 comentários:

  1. Preciso muito de um contato da Cassiana. Seguem meus contatos:
    diegomendes@setor1.com
    7894-4345
    8223-0968
    9642-3472
    abs
    Diego Mendes

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  2. tem como fornecer o contato do marcio wanderlei para eu ver o peço dos banjos dele?
    fabao1966@gmail.com

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