quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Moscou é uma Jaula

Segundo estudo cênico do Projeto Tolstoi nos 20 anos do Studio Stanislavski, patrocinado pela PETROBRAS e pela Secretaria Municipal de Cultura, a peça é inspirada no livro “Guerra e Paz” de Leon Tolstoi e tem direção de Celina Sodré e atuação de Marcus Fritsch.

Foto: Rodrigo Castro
Durante algum tempo, Napoleão Bonaparte sonhou com a tomada de Moscou. No entanto, no dia 14 de setembro de 1812, o que seria um grande triunfo transformou-se na maior frustração do Imperador da França, pois, ao invadir a cidade, encontrou-a abandonada e em chamas. Presente no romance “Guerra e Paz”, de Leon Tolstoi, este é ponto de partida do monólogo “Moscou é uma jaula”, (o título faz uma menção à fala célebre de Hamlet: “A Dinamarca é uma prisão”) do Studio Stanislavski, que integra o projeto de adaptação deste clássico da literatura para o teatro.

Com direção de Celina Sodré e atuação de Marcus Fritsch, a peça estreia no dia 25 de janeiro, no Instituto do Ator, sede da companhia. A temporada será as terças, às 20h, até 28 de junho. Os ingressos custam R$20,00.


Esta é a primeira vez que o livro “Guerra e Paz” é adaptado para o teatro no Brasil. Publicada entre 1865 e 1869, esta obra é uma das mais volumosas da literatura universal e narra a história da Rússia, com diversos detalhes psicológicos da sociedade na época das guerras napoleônicas.

Foto: Rodrigo Castro
O projeto foi contemplado pelo FATE – Fundo de Apoio ao Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura, e faz parte da comemoração dos 20 anos do Studio Stanislavski, envolve cinco montagens dirigidas por Celina Sodré, Henrique Gusmão, Dinah Cesare, Fabio Porchat e pela italiana Silvia Pasello (“O Vazio das Molduras e dos Espelhos”, estreou em 2010 e retornará em abril).


Sobre a Companhia
O Studio Stanislavski, idealizado e dirigido por Celina Sodré, é um centro de pesquisa e formação teatral que vem desenvolvendo, há 20 anos, um trabalho de investigação centrado na arte do ator e que tem como mestres Constantin Stanislavski e Jerzy Grotowski, com quem Sodré estudou no final dos anos 80. Essa pesquisa gerou a criação e produção de mais de 30 espetáculos apresentados em temporadas e festivais no Brasil e na Europa. Em 1992, Celina foi indicada para o prêmio Shell na categoria especial, pela criação do Projeto Mizanceni, tendo sido indicada para o mesmo prêmio, em 1995, pela continuidade da pesquisa. Em 1996, São Hamlet foi indicado como melhor espetáculo e melhor cenografia (José Dias) para o Prêmio Cultura Inglesa. No ano seguinte, Luisa Pasello foi indicada para o prêmio UBU, na Itália, de melhor atriz pela atuação em Killing Maria. Ainda em 1997, o espetáculo Amor Consciente foi indicado para duas premiações: Cultura Inglesa, de melhor atriz para Beth Goulart e Shell, de iluminação, para Mauricio Cardoso. Celina também é professora de interpretação da CAL - Casa das Artes de Laranjeiras desde 1995. E atualmente é doutoranda da UNIRIO.

Desde 2008 o Studio Stanislavski tem a sua sede no Instituto do Ator - Instituto de Pesquisa da Arte do Ator, um espaço de apresentações de trabalhos, ensaios e estudos teóricos e práticos, sempre voltados para a arte do ator, seu aprimoramento e especialização. A coordenação é desenvolvida por um grupo de atores e diretores que formam o coletivo de sócios do IA.

O Studio Stanislavski é patrocinado pela Petrobras.

Serviço
Direção: Celina Sodré
Elenco: Marcus Fritsch
Estreia: 25 de janeiro.
Dias: Toda terça, às 20h | Até 28 de junho
Ingresso: R$ 20 | R$ 10
Onde: Instituto do Ator | Rua da Lapa 161, Lapa | entrada pela Rua Joaquim Silva
Informações: (21) 2224-8878
Capacidade: 16 lugares
Classificação etária: 14 anos
Pagamento: dinheiro e cheque

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