quarta-feira, 16 de março de 2011

Um Outro Olhar Sobre Ele



A diversidade musical e cultural surgida nos morros e asfaltos das periferias do Rio de Janeiro ganhou o palco do Teatro II do CCBB-RJ em fevereiro e faz segunda edição em março.

O projeto Um Outro Olhar Sobre Ele apresenta uma vez por mês parte da juventude que produz cultura popular e que se destaca na música (como o samba, e o funk), na dança e na arte do hip hop, com a presença de MCs, rappers, DJs, b-boys e grafiteiros. A ideia do projeto é apresentar artistas da nova geração dos morros e periferias do Rio junto de outros artistas oriundos desses espaços de desvantagem social que já conseguiram projeção em suas carreiras artisticas.

Idealizado por Paulo Azevedo e com produção de Dilma Negreiros, fundadores do Centro Integrado de Estudos do Movimento Hip Hop, o evento transita entre o entretenimento e a reflexão. Os organizadores vão promover debates para se discutir os desdobramentos da cultura hip hop, as questões que envolvem o funk, a nova e velha escola do samba, atitude, cultura e protagonismo com a presença de especialistas nos temas. O público tem assim a possibilidade de ver, ouvir e refletir com mais embasamento sobre essas manifestações culturais que emergem das camadas populares: “A ideia do projeto Um Outro Olhar Sobre Ele é fazer os diferentes gêneros artísticos dialogarem num espaço de reinvenção constante de encontros e desejos”, afirma Paulo Azevedo.



Programação


22 de março: Samba e Chorinho

12h30: Desafio “Samba no Pé”:
Wallace Teixeira e Ana Paula Dias 

Profissionais de dança de salão trabalharam na academia de dança Cachanga do Malandro como professores e participaram da Cia de Dança Carlos Bolacha onde fizeram diversas apresentações como: Baila Floripa (Florianópolis), Congresso Mundial de Salsa (São Paulo), Congresso de Samba (Rio de Janeiro), e diversas competições de Samba de Gafieira. O desfio será como um concurso onde concorrerão 5 casais já pré-selecionados. Eles farão suas apresentações e o público e um jurado técnico fará a escolha do casal vencedor que levará R$200,00 de prêmio.

17h00: Palestra
O Mistério do Samba, com Muniz Sodré 

O jornalista e sociólogo Muniz Sodré analisa a cultura do samba e cria um campo fértil de reflexões entre comunicação e corpo. Professor do curso de Pós-graduação da ECO-UFRJ, autor de diversos livros, entre eles “Samba, o dono do corpo”, “Antropológica do espelho” e “Corpo de mandinga”.

19h00: Show
Grupo Palafita

O grupo musical essencialmente macaense se propõe a divulgar a música brasileira, especialmente o Choro e o Samba. A banda se destaca pela qualidade do repertório, onde interpreta músicas de compositores como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Paulinho da Viola, entre outros, além de composições próprias. O grupo é formado por experientes músicos como: Mauricio Moreira no violão, Edson Batata no cavaquinho, Valber Moraes na percussão, Werlles Leal na flauta, Marlinho de Souza no trombone e a cantora Luiza Moreira.


12 de abril: Rap
12h30: Desafio
"Batalha de Mc's"

17h00: Palestra
"Resistência, Arte e Política, o RAP no Brasil", com Gilberto Yoshinaga 

Apreciador da cultura hip-hop desde 1988, Gilberto Yoshinaga cursou Jornalismo na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e, como trabalho de conclusão de curso, escreveu o livro-reportagem "Resistência, Arte e Política - registro histórico do rap no Brasil" (2001). Atualmente, é o jornalista responsável e editor do portal Central Hip-Hop/Bocada Forte, para o qual colabora desde 1999. De 2005 a 2009, morou no Japão, trabalhando como repórter correspondente de um jornal e duas revistas brasileiras. Prepara, para 2011, o livro "Nelson Triunfo - Do Sertão ao Hip-Hop", biografia de um dos pais do hip-hop brasileiro.

19h00: Show
Nelson Triunfo e Funk & Cia

Considerado o pai do hip-hop brasileiro, Nelson Triunfo, assim como King Nino Brown, é uma lenda viva da cultura de rua. Pernambucano deTriunfo, ainda adolescente deixou sua cidade para estudar e trabalhar em Paulo Afonso, onde se apaixonou pela dança soul e funk. Daí em diante, decidiu que queria viver da dança. Durante a década de 70, foi um dos maiores incentivadores da música negra no Brasil. Criou o grupo Funk & Cia, um dos precursores do break em São Paulo, e em várias ocasiões chegou a ser intimidado pela polícia, ao final do período da ditadura militar, por dançar nas ruas de São Paulo e promover a cultura hip-hop. Sua figura tornou-se referência cultural para os primeiros nomes do rap brasileiro, desde Thaide & DJ Hum a Racionais MCs. Também foi pioneiro no uso do hip-hop como instrumento educacional.No repertório,música e dança se entrelaçam como estrutura única permitindo os adeptos e curiosos ser levados pela energia absoluta presente em cena. O hit “Do soul ao hip hop” verbaliza exatamente este momento.


10 de maio: Funk
12h30: Desafio 
"Funk-se todos contra Bia"

17h00: Palestra
"O Funk invade a cena: cultura e comunicação", com Morena Paiva

Construindo um perfil do “funk carioca”, a bailarina e educadora Morena Paiva analisa os processos entre corpo, música e comunicação tecendo considerações sobre as representações sociais desta manifestação popular. Graduada em Dança pela UniverCidade, fundou o Núcleo de Pesquisa MobiCatena, com destque para o projeto "Toma - volte ao início". Integra o Coletivo PagueLeve – Artistas Associados.

19h00: Show
Mc's Júnior e Leonardo

Nascidos e criados na favela da Rocinha, Junior e Leonardo são parte da história do maior movimento cultural de massas no Brasil hoje: o funk carioca. Na estrada desde os anos 1990, os irmãos MCs gravaram o primeiro disco inteiramente dedicado a uma dupla de funkeiros e o primeiro clipe de funk nacional. Sempre adotando uma postura consciente em tornar o Funk um lugar de convívio e comunicação popular, a dupla consolida pouco a pouco espaços e legados positivos para as novas gerações, modos de pensar e agir para transformar a realidade das comunidades e de seus habitantes. No repertório, hits como o “Endereço dos bailes” e o “Rap das Armas”, em alta rotação por causa do filme "Tropa de Elite", permitem a compreensão de uma musicalidade única. Poesia e batida se misturam para fazer da apresentação um lugar especial.


24 de maio: Cultura de Rua
12h30: Desafio 
Batalha de B.boys e B.girls" e intervenção de graffiti com Ment

17h00: Palestra
"A história do Hip-Hop", com King Nino Brown

Organizando diversos conteúdos sobre o a história do Hip Hop, o pesquisador e arte-educador King Nino Brown permite uma compreensão mais apurada desta cultura que desafia os potenciais de reconhecimento e criatividade de jovens das periferias. Um dos pioneiros da cultura Hip Hop no Brasil ao lado de Nélson Triunfo, participou da fundação de diversas posses, entre elas Posse Hausa de São Bernardo. Possui o maior acervo de Hip Hop nacional, sendo o principal representante no Brasil da Universal Zulu Nation. Coordena a Casa de Hip Hop de Diadema/SP.

19h00: Show
GBCR

O Grupo de Break Consciente da Rocinha (GBCR) se confunde com a própria história da cultura de rua na cidade do Rio de Janeiro. Integrante da organização Zulu Nation trabalha com as noções de cultura e comunidade mobilizando crianças, adolescentes e jovens na formação através da dança, da música e do cinema e potencializa intercâmbios com artistas nacionais e internacionais. O registro fonográfico “GBCR canta” é uma mostra significativa da versatilidade do grupo.


14 de junho: Encerramento
12h30: Desafio "Dj's"

17h00: Palestra

"Um Outro Olhar Sobre Ele", com Paulo Azevedo

Refletindo sobre as novas possibilidades que se constroem através do projeto, o artista e educador Paulo Azevedo fomenta a relevância das práticas culturais para as mudanças de imaginário social de jovens de comunidades de periferias. Mestre em políticas sociais e escritor, também fundou a Cia. Membros, relevando seus processos entre arte e política através do corpo. No ano de 2008 recebeu o prêmio Rumos Educação, Cultura e Arte, e em 2010 o prêmio Klauss Vianna de Dança.

19h00: Show
ART.1



Serviço
Onde: CCBB | R. Primeiro de Março, 66
Quando: todos os meses, até o dia 14 de junho
Horário: a partir de 12h30
Preço: R$ 6 (inteira) | R$ 3 (meia)








































terça-feira, 15 de março de 2011

Uma pianista de dedos eruditos que também é do forrobodó

Maria Teresa Madeira


Prezados amigos,
 
           De quando em quando, tenho a satisfação de ver em trânsito por Laranjeiras uma ilustre vizinha de bairro, Maria Teresa Madeira, pianista de dedos prodigiosos. Morava ali pela Marquesa de Santos ou Gago Coutinho, perto do Largo do Machado, mudou-se, mas, por uma amiga (in)comum, a tremenda cantora Tania Machado - também pianista -, soube que ela continua por aqui, "no pedaço". Não faz muito, postado logo atrás dela em fila de um supermercado local, pude conversar com Maria Teresa, enquanto aguardávamos vez no atendimento da moça do caixa, sobre uma admiração e uma saudade minha e dela, a também carioca Carolina Cardoso de Menezes, da musicalmente espevitada linha dos "pianeiros", falecida no último dia do ano 2000. Justamente nesse ano, Maria Teresa foi contemplada com a Bolsa RioArte, da Prefeitura do Rio, para desenvolvimento de um projeto sobre Carolina, reunindo todo o acervo desta, como executante e compositora, mas, como sói ocorrer no nosso país tropical em tal circunstãncia, tardam consequências esperadas, como um CD-homenagem e shows alusivos àquela que fez, com produção de Zuza Homem de Mello, em 1989, pelo Estúdio Eldorado, um elepê de piano e violino, tocados com exemplar beleza e sensibilidade, na companhia do também saudoso Fafá Lemos. 
           Não obstante a formação clássica no piano, como bacharel pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós como mestra pela Universidade de Iowa, nos EUA, também se apresentando como solista com várias orquestras, como a Sinfônica Brasileira e a Petrobras Pró-Musica, Maria Teresa, com quem já me encontrei, por acaso, em rodas de samba, também é do forrobodó. Sabe dotar o seu instrumento daquele balanço gostoso, daquela sutileza e vivacidade de toque que, na nossa discografia popular, ao som da polca, do maxixe e do choro, por exemplo, marcam presença em títulos que divide com outros grandes músicos, como o gaitista Rildo Hora (CD "Ano Novo", de 2003), o trombonista Radegundes Feitosa (CD "Trombone Brasileiro", de 1999) e o bandolinista Pedro Amorim (CD "Sempre Nazareth", de 1997). Também como "pianeira" já se fez notar no teatro, em obras como "Theatro Muzical Brasileiro", "Festa no Céu" e "Iluminando a História", nestas duas últimas creditada ademais como diretora musical. A simpática e cordial Maria Teresa, que há anos dá nome a um concurso nacional de piano, pode ser vista e apreciada nesta terça-feira, 15 de março, a partir das 21h30, no Lapinha (Av. Mem de Sá. 82 - sobrado - Lapa - tel.:2507-3435). Ela e o piano da casa, simplesmente.

Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
 
Um abraço,
Gerdal
 

Maria Teresa Madeira lembra, com o percussionista João Bani, a jobiniana "Quebra-Pedra"; 


Ela toca uma das suas preferidas entre as composições de Chiquinha Gonzaga, "Bionne", acompanhada do violinista mineiro Marcus Vianna, com quem, pelo selo deste - Sonhos e Sons -, também gravou Ernesto Nazareth; 


Sobre imagem de Ernesto Nazareth, ouvem -se Maria Teresa Madeira e Pedro Amorim em "Matuto"; da lavra do pianeiro pioneiro; 


Maria Teresa acompanha Lenine em "Forrobodó", de Chiquinha Gonzaga, no final de um dos capítulos da minissérie intitulada com o nome da maestrina, na qual também foi dubladora de mãos da protagonista, Regina Duarte.. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Um Carnaval Fantasiado

Foto: Nelson Porto
E o carnaval está acabando. A Lapa continua fervendo. Todas as casas faturando, a
galera se divertindo, muitos músicos trabalhando, muita gente presa por fazer um xixi nas ruas, poucos banheiros químicos instalados e até domingo a folia corre solta. E corre solta também nos subúrbios, na zona sul, oeste e nas ruas vizinhas aqui da Lapa. No sábado acontece o Desfile das Campeãs e é aí que a porca torce o rabo. Depois de Beth Carvalho (Primeira personalidade campeã da era Sambódromo como enredo pela Unidos do Cabuçu, em 1984), Dorival Caymmi, Braguinha, Drummond e Chico Buarque (todos estes na Mangueira), foi a vez de Roberto Carlos entrar na galeria e, como enredo, ser campeão pela Beija-Flor de Nilópolis.
Parabéns a toda a escola, que agora assume o posto de maior campeã do Sambódromo com sete títulos. Porém, como em toda a competição, a polêmica está pairada no ar. Como no futebol, cada um quer que a sua escola ganhe o carnaval. Uma torcida cega,
independente de qualquer atropelo, de qualquer falha. E no final o que sobra é um monte de reclamação dos que perderam. Um ano mais, um ano menos.
As reclamações continuam e uma boa parte dos jurados também. Vários há alguns anos. E as reclamações vão se renovando. E eles estão lá porque são aprovados. Então, porque reclamar? Ou será que só estas pessoas que sabem julgar os desfiles das escolas? Vale trocar para ver o que acontece? E que tal se as justificativas fossem publicadas nos jornais ou lidas na TV? São perguntas que estão no ar. Ainda mais este ano em que as notas 10 foram raras. Será que estava tudo tão péssimo assim? Será que as imagens vistas no Sambódromo ou pela TV foram de outros desfiles ou que só os jurados enxergam a verdade?
Foto: Nelson Porto
Nada contra a Beija-Flor, que emocionou o Sambódromo com a história do Rei Roberto
Carlos, mas parece que só ela esteve na avenida. Uma enxurrada de Notas 10 em detrimento das restantes, daí a bronca de muita gente. O choro não é pela vitória da Beija-Flor, mas por muitos pontos não dados às outras agremiações em quesitos como bateria, alegorias e adereços, samba-enredo e comissão de frente, por exemplo. E isso sem ser muito rígido.
Sinceramente que adoraria ver as justificativas. É o justo, né mesmo? Todos deveriam saber, porque no calor da disputa a frieza do jurado pode estar correta. Mas isso tem que ser mostrado. Se é, perdão, mas nunca vi. Tem que ser visto do presidente da escola ao funcionário que dá seu suor empurrando carro pesado no desfile. Todos. Sem Exceção. Aí sim, essa dúvida de que campeonato na avenida é comprado acaba. São muitos milhões em jogo, muita criatividade de muitos artistas ali para o mundo ver. Se o jurado erra, sai. Se acerta, mostra o erro de quem fez no desfile.
Parabéns Laila, Neguinho, Selminha, Claudinho, Mestre Rodney e toda a bateria, Rei Roberto Carlos, a bateria e toda comunidade de Nilópolis. Vocês fizeram bem o papel de vocês na avenida. Mas, como diz Ribamar, um caboclo amigo meu lá da Amazônia, “a bronca continua...”

quinta-feira, 10 de março de 2011

Feira Rio Antigo

Rua do Lavradio é o cenário da Feira Rio Antigo, que todo primeiro sábado do mês oferece um agradável passeio pelos antiquários, sebos, design art déco, artesanatos, gastronomia de qualidade e shows gratuitos em meio a um ceneario antigo contornado por memórias do Rio de outrora. Realizado pelo Polo Novo Rio Antigo há 14 anos, é um dos eventos gratuitos mais prestigiados da cidade, com 18.000 a 20.000 visitantes a cada edição e cerca de 400 expositores.

A edição de março mês acontece, excepcionalmente, no segundo sábado do mês - dia 12 - por causa do carnaval, de 10h às 19h.

Foto: Nelson Porto
Rua do Lavradio

Aberta nos idos de 1770, a Rua do Lavradio foi a primeira rua residencial da cidade, e remete a personalidades nobres: dos escritores Lima Barreto e Machado de Assis, a cantora Carmem Miranda e o ator João Caetano, o Duque de Caxias, o Marquês de Olinda e Madame Satã, representante histórico da malandragem carioca e morador do sobrado 171. Outro frequentador ilustre foi o jornalista João do Rio, que ajudou a escrever saborosas histórias sobre o passado da região, seus cabarés e casas de entretenimento – que no fim do século XIX chegou a abrigar seis teatros. Na decadência, a reforma urbana do prefeito Pereira Passos levou ao chão a maioria das casas do lado direito da rua e sobrados foram convertidos em cortiços.

Foto: Nelson Porto
O centro histórico reconquistou sua vocação graças ao esforço dos empresários do Polo Novo Rio Antigo. Com o objetivo de contribuir para a revitalização desta região, em 1996 eles criaram a feira de antiguidades, que inevitavelmente acabava em roda de samba. A partir desse sucesso, a rua renovou-se, ganhou melhorias urbanas e iluminação, virou atração turística e hoje integra o Corredor Cultural do Centro do Rio. "Ressurgiu das cinzas como uma fênix", descreve o empresário Plínio Fróes, diretor financeiro do Polo Novo Rio Antigo.

Foto: Nelson Porto
“A Praça Tiradentes e arredores é uma das regiões mais representativas na vida e na formação da personalidade carioca. Visitar o Gabinete Real Português de Leitura, saborear uma feijoada no primeiro sábado de cada mês na eclética Feira do Rio Antigo na Rua Lavradio e atravessar os arcos da Lapa de bonde até Santa Teresa, faz qualquer dia se tornar inesquecível”, sugere Isnard Manso, presidente do Polo Novo Rio Antigo.

Como participante do Programa Polos do Rio, o Novo Rio Antigo recebe o apoio de uma governança atuante, representada por importantes entidades: Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário - SEDES, SEBRAE-RJ, SindRio, Fecomércio e Associação Comercial do Rio de Janeiro - ACRJ. O Polo Novo Rio Antigo conta ainda com a parceria da UNESCO, Banco do Brasil e da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Sub Prefeitura do Centro e da Comlurb.

Programação:

Elza Ribeiro e o grupo Samba de 1


Rua do Lavradio, em frente ao CIEP



  • 11h30 - Inauguração do busto do romancista e jornalista Lima Barreto



Rua do Lavradio, 192
  • 15h30 - Grupo Sincopando o Choro 

Rua do Resende, 28
  • 15h30 - MPB com Elza Ribeiro 

Praça Emilinha Borba, esquina da Rua do Lavradio com a Rua do Senado.

  • 16h30 - Grupo Samba de 1ª 

Nos arredores:

terça-feira, 8 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Rio Marchinhas




Celebrando o Dia da Mulher , que cai em plena terça-feira gorda, e homenageando Tia Ciata, o carnaval de Lapa terá uma programação especial com grandes nomes do samba, blocos de rua e orquestras. Os shows acontecem de 4 a 8 de março sob os Arcos da Lapa. O projeto é patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro / Riotur,  pela Petrobras e Secretaria de Estado de Cultura através da Lei estadual de incentivo à cultura.

Considerada a mãe do samba – por abrigar em sua casa as festas onde surgiu o ritmo no início do século XX – TIA CIATA é a homenageada dos eventos, que vão celebrar também as Baianas de tabuleiro / Baianas do acarajé, cujo ofício foi tombado como Patrimônio da Cultura Brasileira.


Programação
  • 04 de março
18h | Bloco Rio Maracatu
Fundado há 14 anos por músicos cariocas e pernambucanos, o bloco Rio Maracatu pinta a paisagem carioca com as cores do Recife e arrasta milhares de seguidores todos os anos. O grupo tem sede na Fundição Progresso, onde também ensina e compõe sua arte. O Rio Maracatu faz o cortejo de abertura do Rio Marchinhas, com concentração na Rua dos Arcos.

Teresa é a voz da Lapa que ecoa no mundo. É a vanguarda do  samba novo, e também do resgate do samba de raiz - uma espécie de madrinha de sua retomada. Neste show, Teresa recebe convidadas ilustres como sua mãe, dona Ilda Macedo, e canta clássicos de grandes escolas como Portela, Mangueira e União da Ilha, além de marchinhas como “Jardineira” (Benedito Lacerda/ Humberto Porto) e “Aurora” (Mario Lago/ Roberto Roberti). Também estão previstas as autorais “Candeeiro” e “Cantar” (ambas de sua autoria), do CD “Melhor Assim”.

21h30 | Bloco Mulheres de Chico
Formado apenas por mulheres, todas vindas de grandes blocos do Rio, o grupo encerra a noite com uma releitura original do universo musical de Chico Buarque em ritmo de samba, marchinha, xote e até funk carioca.



  • 05 de março
16h | Bloco Carioca da Gema
Completando seu 5o carnaval, o bloco comandado por Paulão Sete Cordas desfila às 16h pelo marchódromo, com sua clássica “paradinha”em frente à Fundição. Este ano a turma presta homenagem a Nelson Cavaquinho e o desfile desemboca nos Arcos da Lapa.

21h | Casuarina
Eleito o melhor grupo de samba do país em 2010 pelo Prêmio da Música Brasileira, o quinteto traz para o Palco da Lapa o show de seu primeiro DVD e terceiro CD: o "MTV apresenta: CASUARINA". No repertório, músicas como “É isso aí”, de Sidney Miller, “Canto do Trabalhador”, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira e “O Dia se Zangou”, de Mauro Diniz e Ratinho, entre outros gratos achados no baú do samba. Das autorais, “Certidão”, de João Fernando e João Cavalcanti e “Vaso Ruim”, de Gabriel Azevedo e Diego Zangado, estão garantidas.



  • 06 de março
18h | Bloco Céu na Terra
O cordão “baixa” de Santa Teresa para a Lapa trazendo o encanto de suas marchinhas, frevos, maracatus, cirandas e maxixes de compositores como Pixinguinha, Jards Macalé, Braguinha, Lamartine Babo, entre tantos. Um dos mais românticos e tradicionais cortejos do carnaval, que dispensa amplificadores e abusa das mais lindas fantasias, também traz novidades em seu repertório: as autorais “No tempo da vovó (Marcha da Loló)” e “Me Dá o Meu Boné", de Daniel Fernandes, todas do disco "Bonde Folia”.

19h30 | Banda Fundição
Criada pelo Concurso Nacional de Marchinhas em 2006, a Banda Fundição nasceu para dar vida às canções finalistas da disputa. Reunindo muitos dos melhores instrumentistas e intérpretes do carnaval brasileiro sob comando do maestro Marcelo Bernardes, o grupo também toca sucessos de Carmen Miranda, Braguinha, Emilinha Borba, Chiquinha Gonzaga, João Roberto Kelly, Lamartine Babo e Braguinha, os homenageados pelas seis edições do projeto.

Nascida em 2005 no Clube dos Democráticos, no mesmo salão onde os republicanos confabulavam contra o império no século XIX, a Orquestra Republicana é formada por craques de diversos grupos de samba e choro da cidade. No repertório, Pixinguinha, Aldir Blanc, Jackson do Pandeiro, Chico Buarque, Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Paulinho da Viola, entre outros, além de composições próprias. Há seis anos os bailes de gafieira da Republicana estão entre as atrações de maios sucesso na Lapa.



  • 07 de março
18h | Bloco da Ansiedade
O único bloco de frevo no carnaval carioca, o Bloco da Ansiedade traz as referências do colorido carnaval de Olinda para as ruas do Rio. Para manter a tradição, desfila com o boneco Ansioso, que puxa e empresta o nome ao bloco, sempre com seu celular na mão, além do lanceiro do maracatu, a burrinha e a nêga maluca - e todos estarão presentes no desfile na Rua dos Arcos, dia 07 de março.

O Songoro Cosongo empresta o sotaque latino ao carnaval carioca com seu estilo musical inconfundível: Psico tropical musik. O grupo, que é formado por músicos de toda a América do Sul, faz uma mistura original de ritmos como merengue, frevo, salsa, afro-beat, reggae, entre muitos outros.

O Banga, ou Banguinha - para os íntimos – já é habitué da Lapa com suas cirandas e releituras inspiradas de clássicos da MPB. A banda nasceu em 1998, virou bloco, fenômeno de público e recebeu o Prêmio da Música Brasileira por seu disco “Barraco Dourado“ em 2009. Também com repertório autoral, o Banga traz para o show no palco do Rio Marchinhas canções como “Barraco Dourado”, além de “Chapéu Mangueira” e “Mãe d´Água”, todas de Rodrigo Maranhão. Como de costume, os sets trazem cirandas e hits “pra cima” como “Fio Maravilha” (Jorge Ben Jor), Manguetown (Chico Science) e “Eu Também Quero Beijar” (Pepeu Gomes). 



  • 08 de março
18h | Zoobloco
Dia de abrir alas para os pequeninos se divertirem ao som de clássicos de “A arca de Noé” e de “Os saltimbancos”, tocados pelo Zoobloco, que tem em seu repertório músicas relacionadas ao mundo animal. Dois maravilhosos urubus em perna-de-pau, água-viva, papagaios, joaninhas, Noé e sua arca e toda uma biodiversidade de foliões mascarados formam a “fauna” desse desfile.

Centelha que reascendeu o carnaval das tradicionais marchinhas nas ruas do Rio em 1997, o Cordão do Boitatá encerra a festa num show especial, inspirado no bailão que o bloco promove na Praça XV, no domingo (6/março). Quem conhece, sabe do luxo que é presenciar este espetáculo duas vezes no mesmo carnaval. Sob os Arcos da Lapa, no Dia Internacional da Mulher, o Boitatá faz uma homenagem especial a elas e capricha nas participações, que contará com as cantoras Dona Ivone Lara e Áurea Martins. No repertório do show, marchinhas e ritmos brasileiros como samba, maxixe, frevo, choro e afoxé, além de novidades, como músicas de Villa-Lobos e Bach em ritmo de carnaval, compõem o rico repertório da festa. 

Carnaval na Lapa


Foto Plínio Fróes
Para os foliões que vão curtir o maravilhoso carnaval de rua do Rio de Janeiro aqui está a agenda de blocos que vão animar a Lapa e arredores. Temos também um mapa para você não se perder!

E mais: Confira a agenda de blocos de Santa Teresa!


Pré-carnaval

  • 25 de fevereiro  

Cordão do Bola Preta
Concentração: Praça Mauá
Horário: 18 h

Rival sem Rival
Concentração: Rua Álvaro Alvim – Cinelândia
Horário: 19 h

  • 26 de fevereiro 

Espreme que Sai
Concentração: Rua do Senado, Lapa
Horário: 15 h

Dá Cá Dá Tia
Concentração: Rua do Rezende, Lapa
Horário: 18 h

Bloco das Carmelitas
Concentração: Praça XV
Horário: 19 h

  • 27 de fevereiro 

Escravos da Mauá
Concentração: Praça Mauá
Horário: 12 h.


Banda da Amizade
Concentração: Rua Tadeu Kosciusko, Lapa
Horário: 14 h

Manga Bloco
Concentração: Av. Rio Branco
Horário: 14 hs


  • 28 de fevereiro 

Devotos da Madá
Concentração: Cachaçaria Mangue Seco, Rua do Lavradio, 23 – Lapa
Horário: 21 h


Carnaval
  • Sexta, 4 de março

Afroreggae
na Lapa
- ainda não foi divulgado local nem horário

Desfile de Gala do Embaixadores da Folia
Concentração: Av. Rio Branco, esquina com R. São Bento, na Pç Mauá.
Horário: 17h

  • Sábado, 5 de março 

Embaixadores da Folia da Cidade Maravilhosa
Concentração: Av. Rio Branco com Rua São Bento, Centro
Horário: 7 h

Cordão da Bola Preta
Concentração: Cinelândia
Horário: 8 h

Feitiço da Vila
Concentração: Passeio, Lapa
Horário: 9 h

Pega Pra Sambar
Concentração: Rua do Senado, entre Rua do Lavradio e Av. Gomes Freire, Centro
Horário: 10 h

Multibloco
Concentração: Rua do Rezende, entre Avenida Gomes Freira com Mem de Sá, Lapa
Horário: 11 h

O Berro da Viúva
Concentração: Av. Gomes Freire entre Constituição e Visc. Rio Branco, Centro
Horário: 12 h

Arco-Iris
Concentração: Avenida Gomes Freire com Mem de Sá, Lapa
Horário: 13 h

Carioca da Gema
Concentração: Rua do Lavradio. 168, Lapa
Horário: 13 h

  • Domingo, 6 de março 

Cordão do Boitatá
Concentração: Rua 1º de Março, Centro
Horário: 8 h

Quizomba
Concentração: Praça Cardeal Câmara, Lapa
Horário: 9 h

Dragões da Riachuelo
Concentração: Rua Tenente Possolo, Lapa
Horário: 10 h

Banda dos Inválidos
Concentração: Rua dos Inválidos, Centro
Horário: 16 h

Acadêmicos dos Arcos
Concentração: Arcos da Lapa, Lapa
Horário: 20 h

  • Segunda, 7 de março 

Banda da Amizade
Concentração: Rua Tadeu Kosciusko, Lapa
Horário: 14 h
Embaixada das Caricatas 
Concentração: Rua Tadeu Kosciusko, Lapa
Horário: 14 h

Associação Carnavalesca Infiéis
Concentração: Campo de Santana entre as Ruas Constituição e Visc. Rio Branco, Centro
Horário: 14h

Banda dos Inválidos
Concentração: Rua dos Inválidos, Centro
Horário: 16 h

Mão de Lata
Concentração: Rua do Lavradio, 133, Lapa
Horário: 17 h

Picada de Primeira
Concentração: Em frente à Fundição Progresso, Lapa
Horário: 17 h


  • Terça, 8 de março 

Quizomba
Concentração: Rua Cardeal Câmara, Lapa
Horário: 9 h

Sem Noção
Concentração: Esquina da Avenida Mem de Sá com a Rua Lavradio, Lapa
Horário: 12 h

Embaixadores da Folia da Cidade Maravilhosa
Concentração: Avenida Gomes Freire, 533, Lapa
Horário: 13 h

Banda dos Inválidos
Concentração: Rua dos Inválidos, Centro
Horário: 16 h

Maria Vem Com as Outras
Concentração: Praça Cardeal Câmera (Circo Voador), Lapa
Horário: 16 h

Acadêmicos dos Arcos
Concentração: Arcos da Lapa, Lapa
Horário: 20 h

Desfile Oficial da RioTur
Concentração: R. do Rosário, ao lado na Igreja, com a Av. Rio Branco
Horário: 19h
  • Quarta , 9 de março 

Bloco da Folia
Concentração: Arcos da Lapa, Lapa
Horário: 5 Horas

Bloco da Apuração dos Embaixadores
Concentração: Av. Gomes Freires, 533 | No Botequim Vaca Atolada
Horário: 14h

Pós Carnaval
  • Sábado, 12 de março 

Voltar Pra Que?
Concentração: Rua Álvaro Alvim (Teatro Rival), Centro
Horário: 19 h

  • Domingo, 13 de março
Monobloco
Concentração: Av. Presidente Vargas com Av. Rio Branco, Centro
Horário: 7 h




Visualizar Carnaval na Lapa em um mapa maior



* O portal Lá na Lapa não se responsabiliza por mudanças de horário ou local.

Carnaval em Santa Teresa

Para os mais curiosos, aqui está a agenda dos blocos que vão sacudir as ladeiras de Santa Teresa.

E mais: Confira a agenda de blocos de Carnaval na Lapa || Confira também a programação de shows sob os Arcos!!


Pré Carnaval

  • 19 de fevereiro

Maracutaia
Concentração: Praça Odilo Costa Neto
Horário: 17 h

  • 25 de fevereiro
Aconteceu
Concentração: Rua Áurea, Santa Teresa
Horário: 18 h

Badalo de Santa Teresa
Concentração: Largo das Neves, Santa Teresa
Horário: 18 h

  • 26 de fevereiro
Céu na Terra
Concentração: Largo do Curvelo, Centro
Horário: 7 h

Platypus
Concentração: Largo do Curvelo, Santa Teresa
Horário: 17 h

Maracutaia
Concentração: Praça Odilo Costa Neto, Santa Teresa
Horário: 17 h

  • 03 de março
Badalo de Santa Teresa
Concentração: Largo dos Neves, Santa Teresa
Horário: 18 h

Carnaval
  • 04 de março
Carmelitas
Concentração: Esquina da Ladeira de Santa Teresa com Rua Dias de Barros, Santa Teresa
Horário: 18 h

  • 05 de março
Céu na Terra
Concentração: Praça Odilio Costa Neto, Santa Teresa
Horário: 7 h

Aconteceu
Concentração: Largo das Neves, Santa Teresa
Horário: 14 h

  • 06 de março
Bloco Carnavalesco Cariocas do Mundo
Concentração: Praça Odilo Costa, Santa Teresa
Horário: 15 h

  • 07 de março
Aconteceu
Concentração: Largo do Guimarães, Santa Teresa
Horário: 14 h

Maracutaia
Concentração: Praça Odilo Costa Neto
Horário: 15 h


  • 08 de março
Carmelitas
Concentração: Largo do Guimarães, Santa Teresa
Horário: 8 h




* O portal Lá Na Lapa não se responsabiliza por mudanças de horário, dia ou local. 


Por Joana Medina

Gente que Transa e Rapte-me Camaleoa






No Lado B desse Carnaval! Gente que Transa nascida na pororoca de São Paulo visita a cidade maravilhosa com a já Ilustre Rapte-me Camaleoa! Embalados a Afoxés, Bárbaros da música Brasileira, Lambada, Cúmbia, Carimbó, Afrobeat, Funk, Soul e tudo que é gostoso! 

DjGau (Rapte-me Camaleoa)
Gente que Transa Crew (SP) 
Porque si Yo Puedo tu baila!
Pique Doce
Urubu (Festa Casa Pelada - SP)

VJ Copiadacopia (Rapte-me Camaleoa)


Ressaltando também a ilustre presença do japa Mestre Kami, preparando konis incríveis a um preço bacana!
Pra quem ainda não conhece essa delícia, confira a página!


Além disso, a cerveza sai a 3 reais! E até a meia noite rola Promoção 4 por 10 reais!



SERVIÇO
Onde? Casa Alto Lapa Santa | Joaquim Murtinho, 654 - Santa Teresa 
Quando? às 21horas da Quarta de Cinzas, dia 9
Preço? R$ 13 (até 00h) | R$ 20 (após 00h)
Importante! Não aceitam cartões

terça-feira, 1 de março de 2011

Pedro Amorim e suas pastoras!



Prezados amigos,
            Certa feita, adquirindo de um desconhecido na rua um bandolim maltratado, Pedro Amorim, formado em educação física e com alguns anos de atividade (já encerrada) nesse ramo, viu brotar em si o grande músico que é hoje, também compositor, autodidata professor da Escola Portátil de Música, na Urca. 
Do encordoar desse primeiro instrumento, no qual inicialmente se exercitou tirando músicas de ouvido, até agora, são muitos anos de estúdio, palco, aula e viagem, por exemplo, em trajetória com as marcas da extrema competência e da honestidade de propósito, aliadas à defesa da tradição, sempre presente no que faz. Nesse diapasão, dele repasso o recado abaixo, sobre nova atração de que faz parte no Trapiche Gamboa, a cujo teor adicionei os três "links" seguintes à guisa de ilustração: 

Pedro Amorim, ao bandolim, Luciana Rabello, ao cavaquinho, Maurício Carrilho, ao violão, e Pedro Paes, ao saxofone, tocam "De Bem com a Vida", de Luciana, em show realizado no Ceará


Pedro Amorim e Mariana Baltar levando um clássico do samba, "Agora É Cinza", de Bide e Marçal; 


"Jurema/Matilde", que Pedro Amorim fez com inspiração conjugada, samba já gravado pelos "bicudos" Alfredo-del-Penho e Pedro Paulo Malta. 


Um bom dia a todos. Grato pela atenção à dica.
    Um abraço,
    Gerdal